Expansão islâmica
- Período
- 622 – 750
- Lados
- Califado vs Bizantinos, sassânidas e outros
- Batalhas
- 57
A expansão árabe muçulmana (632–732), também chamada de conquistas islâmicas ou conquistas árabes, começou logo em vida do profeta Maomé. Ele havia estabelecido uma nova organização política unificada na península Arábica, a qual, sob o subsequente domínio dos califas dos califados Ortodoxo e Omíada, experimentou uma rápida expansão do poder árabe para muito além da península, sob a forma de um vasto Império Árabe muçulmano, com uma área de influência que se estendia do noroeste da Índia, através da Ásia Central, o Oriente Médio, África do Norte, península Itálica meridional e Península Ibérica, até aos Pirenéus.
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Batalhas 57
624
Batalha de Badre
A batalha de Badre, ocorrida em 13 de março de 624 no Hejaz, região ocidental da Arábia, foi uma batalha fundamental nos primórdios do Islão e uma virada de mesa na luta de Maomé com seus opositores, os coraixitas, em Meca. A batalha tem sido transmitida na história islâmica como uma vitória decisiva atribuída à intervenção divina ou, por fontes seculares, ao gênio estratégico de Maomé. Embora seja uma das poucas batalhas especificamente mencionadas no livro sagrado muçulmano, o Alcorão, praticamente todos os conhecimentos contemporâneos da batalha em Badre provêm de tradicionais relatos islâmicos, tanto hádices como biografias de Maomé, escritos décadas após a batalha.
624
Expedição aos Cainucaítas
A Expedição aos Cainucaítas ou Gázua aos Cainucaítas foi uma expedição liderada por Maomé contra os cainucaítas, uma das três principais tribos judaicas estabelecidas em Medina, em 2 A.H. (624). Os cainucaítas, aliados dos cazerajitas, haviam participado da chamada Constituição de Medina, mas suas relações com os muçulmanos deterioraram-se após a Batalha de Badre. Segundo a tradição, um confronto ocorrido no mercado da tribo, no qual morreram um cainucaíta e um muçulmano, teria precipitado o rompimento do acordo existente entre as partes.
625
Batalha de Uude
A Batalha de Uude, ocorreu 23 de março do ano de 625 no Monte Uude, atualmente no noroeste da Arábia. Foi disputada entre uma força da comunidade muçulmana de Medina, liderada pelo profeta islâmico, Maomé, e uma força liderada por Abu Sufiane ibne Harbe de Meca, a cidade da qual a maioria dos muçulmanos havia emigrado. A batalha de Uude foi o segundo encontro militar entre os habitantes de Meca e os muçulmanos, precedida pela Batalha de Badre no ano 624, onde uma pequena força de muçulmana derrotou uma força muito superior de Meca. Marchando de Meca para Medina em 11 de março de 625, os habitantes de Meca desejavam vingar suas perdas em Badre e revidar Maomé e seus seguidores. Os muçulmanos se prepararam para a guerra e logo em seguida os dois exércitos lutaram nas encostas e planícies do Monte Uude.
627
Batalha da Trincheira
A Batalha da Trincheira também conhecida como Batalha do Fosso, Batalha de Azabe, Batalha dos Confederados e Cerco de Medina foi um conflito militar travado em 31 de março de 627, mais especificamente um sítio feito por cerca de duas semanas à cidade de Iatrebe por tribos árabes e judaicas. A força dos exércitos confederados, que atacaram a cidade, é estimada em torno de 10 000 homens, com 600 cavalos, enquanto os medinenses totalizavam 3 000.
628
Batalha de Caibar
A Campanha de Caibar ou Gázua de Caibar, também conhecida como Batalha de Caibar, foi uma campanha militar conduzida por Maomé em 7 A.H. (628), contra os habitantes judeus do oásis fortificado de Caibar, no norte do Hejaz. Travada poucos meses após o Tratado de Hudaibia, constituiu uma das principais expedições militares do período medinense e encerrou a autonomia do mais importante centro judaico da Arábia ocidental.
629
Batalha de Muta
A batalha de Muta ou Gázua de Muta foi travada em setembro de 629, perto de Muta, na atual Jordânia, entre as forças do profeta islâmico Maomé (571–632) e tropas do Império Bizantino e seus vassalos árabes cristãos do Reino Gassânida.
629
Conquista de Meca
A Conquista de Meca, também referida como a "Vitória Manifesta", constitui o evento mais estratégico e decisivo da história inicial do Islã, ocorrido em 20 de Ramadã de 8 AH, o qual resultou no colapso final da estrutura política pagã em Meca e no estabelecimento da soberania muçulmana sobre a cidade sagrada. A campanha foi precipitada por uma violação direta do Tratado de Hudaybiyyah, de dez anos, quando a tribo becritas, apoiada secretamente com armas e combatentes pela liderança dos Coraixitas, lançou um ataque surpresa contra os cuzaaítas, aliados dos muçulmanos, nas proximidades do santuário mecano. Logo após o incidente, Abu Sufyan ibn Harb viajou para Medina em uma tentativa desesperada de negociar a extensão da paz, mas foi recebido com indiferença por Maomé e enfrentou a oposição de sua própria filha, Ume Habiba, e de importantes companheiros, retornando sem garantir qualquer salvo-conduto. Em resposta a essa quebra de confiança, o Profeta reuniu uma força sem precedentes de 10.000 soldados em total sigilo e marchou em direção à sua terra natal, utilizando táticas sofisticadas de guerra psicológica, como o acendimento de dez mil tochas em Marr al-Zahran para incutir um sentimento de absoluta futilidade na resistência mecana. Através da mediação de Alabás ibne Abede Almotalibe e da subsequente conversão de Abu Sufyan ao Islã antes da entrada do exército, Maomé garantiu segurança a qualquer cidadão que buscasse refúgio na Masjid al-Haram, permanecesse em sua própria casa ou se abrigasse na residência de Abu Sufyan. O exército muçulmano entrou na cidade em quatro colunas táticas distintas, e a ocupação foi quase inteiramente pacífica, exceto por uma pequena escaramuça envolvendo a unidade de Khalid ibn al-Walid, onde um grupo desafiador de pagãos foi neutralizado. Ao entrar no recinto da Caaba, Maomé declarou anistia geral para seus antigos perseguidores e ordenou a destruição de todos os 360 ídolos enquanto recitava: "A verdade chegou e a falsidade desapareceu", restabelecendo assim o monoteísmo abraâmico no santuário. Este triunfo não apenas encerrou décadas de hostilidade com os Coraixitas, mas também transformou Meca no centro espiritual e devocional do mundo islâmico, encerrando efetivamente a era da ignorância pagã e desencadeando uma onda massiva de conversões entre as tribos da Península Arábica.
630
Batalha de Hunaine
A Batalha de Hunaine ou Gázua de Hunaine, também conhecida como Campanha de Hunaine, foi um confronto travado em 11 de Xaual de 8 A.H. entre os muçulmanos liderados por Maomé e a confederação formada pelos hauazinitas e taquifitas, comandada por Maleque ibne Aufe Anáceri, no vale de Hunaine, entre Meca e Taife. O combate ocorreu poucas semanas após a Conquista de Meca e representou a principal tentativa das tribos do Hejaz de conter a rápida expansão do Estado islâmico. Após a conquista de Meca, os hauazinitas e seus aliados reuniram suas forças em Autas, levando consigo suas famílias, rebanhos e bens por decisão de Maleque ibne Aufe, que pretendia impedir qualquer retirada de seus guerreiros. Informado da mobilização inimiga, Maomé marchou de Meca com cerca de doze mil combatentes.
630
Siege of Ta'if
The Siege of Ta'if took place in 630 CE, shortly after the Muslim victory at the battles of Hunayn and Autas that followed the conquest of Mecca. Seeking to consolidate control over the Hijaz, Muhammad marched with his forces to the fortified city of Ta'if, stronghold of the Thaqif tribe and a long-standing commercial rival of Mecca. Many of the surviving Hawazin warriors and their families had taken refuge there after their defeat at Hunayn, making Ta'if the next target of the Muslim campaign. The city, however, was heavily fortified, surrounded by strong walls and well supplied with provisions, and thus presented a far more difficult challenge than the open-field encounters at Hunayn and Autas.
632
Battle of al-Yamama
The Battle of al-Yamama was fought in December 632 as part of the Ridda Wars against a rebellion within the Rashidun Caliphate in the region of al-Yamama between the forces of Abu Bakr and Musaylima, a self-proclaimed prophet. This battle was a part of a multi-prolonged engagement in the plains of Aqrama and the city of Al-Hadiqat.
632
Battle of Buzakha
The Battle of Buzakha was a major military battle in the Ridda Wars or Wars of Apostasy. It took place between the army of the Rashidun Caliphate under command of Khalid ibn al-Walid and the Apostate forces under Tulayha, in September 632.
632
Battle of Zafar
The Battle of Zafar took place in 632 between Khalid ibn al-Walid, a companion of the Islamic prophet Muhammad, and a tribal chieftess called Salma. Khalid defeated her and she died on the battlefield. The battle was part of the Ridda Wars.
632
Battle of Ghamra
The Battle of Ghamra took place between Muslim Arab general Khalid ibn al-Walid and the remaining army of Buzakha, 20 miles from Buzakha.
633
Battle of al-Anbar
The Battle of Al-Anbar was between the Muslim Arab army under the command of Khalid ibn al-Walid and the Sasanian Empire. The battle took place at Anbar which is located approximately 80 miles from the ancient city of Babylon. Khalid besieged the Sassanian Persians in the city fortress, which had strong walls. Scores of Muslim archers were used in the siege. The Persian governor, Shirzad, eventually surrendered and was allowed to retire. The Battle of Al-Anbar is often remembered as the "Action of the Eye" since Muslim archers used in the battle were told to aim at the "eyes" of the Persian garrison.
633
Battle of Ullais
The Battle of Ullais was fought between the forces of the Rashidun Caliphate and the Sasanian Persian Empire in the middle of June 633 AD in Iraq, and is sometimes referred to as the Battle of Blood River since, as a result of the battle, there were enormous amounts of Persian Sasanian and Arab Christian casualties.
633
Battle of Ayn al-Tamr
The Battle of Ayn al-Tamr took place in modern-day Iraq (Mesopotamia) between the early Muslim Arab forces and the Sassanians along with their Arab Christian auxiliary forces. Ayn al-Tamr is located west of Anbar and was a frontier post which had been established to aid the Sassanids.
633
Battle of Naqra
The Battle of Naqra took place in October 633 between rebel armies and Khalid ibn al-Walid's army during the Ridda Wars.
634
Batalha de Ajenadaim
A Batalha de Ajenadaim ou Ajenadeim foi travada em 30 de julho de 634 no vale de Elá, a sul da cidade atual de Bete-Semes, Israel, a um par de dezenas de quilómetros a ocidente de Jerusalém, foi a primeira batalha formal em campo aberto entre o Império Bizantino e o Califado Ortodoxo e por isso também a primeira batalha das guerras bizantino-árabes, que durariam mais de cinco séculos. A batalha resultou numa vitória decisiva dos muçulmanos. Os detalhes da batalha são conhecidos principalmente através de fontes muçulmanas, como Aluaquidi.
634
Cerco de Damasco (634)
O cerco de Damasco de 634 foi uma conflito militar entre o Califado Ortodoxo e o Império Bizantino pela posse da cidade de Damasco entre 21 de agosto e 19 de setembro de 634, No seu final, as tropas do califado comandadas por Calide ibne Alualide conquistaram a cidade aos bizantinos. Damasco foi a primeira grande cidade bizantina a cair durante a Conquista muçulmana da Síria, uma das primeiras guerras bizantino-árabes.
634
Batalha de Bostra (634)
A Batalha de Bostra foi travada em 634 entre o exército do Califado Ortodoxo e o Império Bizantino pela posse de Bostra, na Síria. A cidade, então capital do reino de Gassânidas, um vassalo bizantino, foi a primeira importante a ser capturada pelas forças islâmicas. O cerco durou entre junho e julho de 634.
634
Battle of al-Qaryatayn
Battle of al-Qaryatayn was a minor battle between the Christian Ghassanid Arab allies of the Byzantine Empire, and the Rashidun Caliphate army. It was fought after Khalid ibn al-Walid had conquered Tadmur in Syria. His army marched to al-Qaryatayn, the inhabitants of which resisted the Muslim army. They were fought, defeated and plundered. This resulted in the conquest of Al-Qaryatayn by the Muslim forces.
634
Battle of Marj Rahit (634)
The Battle of Marj Rahit was a minor conflict fought between the Ghassanid Arab allies of Byzantine Empire and the Rashidun army under the command of Khalid bin Walid in April 634. The morning after the Battle of Huwwarin, Khalid moved his army of 9000 towards Damascus.
635
Batalha de Fal
A batalha de Fal ou de Pela foi um confronto militar entre o exército do Califado Ortodoxo, comandado por Calide ibne Alualide, cognominado Saifulá, e um exército bizantino comandado por Teodoro Tritírio. Ocorreu em Pela, no vale do Jordão ou nas suas imediações, em janeiro de 635, durante a conquista muçulmana da Síria, a qual constituiu a primeira fase das guerras bizantino-árabes.
635 – 636
Siege of Emesa
The siege of Emesa was laid by the forces of the Rashidun Caliphate from December 635 up until March 636. This led to the Islamic conquest of Emesa, which was a major trading city of the Byzantine Empire in the Levant.
636
Batalha de Jarmuque
A batalha de Jarmuque, também citada em grego como Hieromiax ou Iermucas, foi uma grande batalha entre as tropas árabes do Califado Ortodoxo e os exércitos do Império Bizantino. Envolveu uma série de combates que duraram seis dias, de 15 a 20 de agosto de 636, travados perto do rio Jarmuque, a sudeste do mar da Galileia, no que é atualmente a fronteira entre a Síria e a Jordânia e não muito longe das fronteiras do Líbano e Israel.
636
Batalha de Cadésia
A Batalha de Cadésia ou al-Qadisiyya, também conhecida pelas formas transliteradas Kadisiya ou Kadesiah, foi uma batalha travada em 635 ou 636 entre os exércitos do Califado Ortodoxo e do Império Sassânida, no contexto da conquista islâmica da Pérsia.
636 – 637
First Muslim conquest of Jerusalem
Between 636 and 637/38, during the Muslim conquest of the Levant, the Rashidun Caliphate took Jerusalem from the Byzantine Empire. It began when the Rashidun army, under the command of Abu Ubayda, besieged Jerusalem in November 636. After six months, Patriarch Sophronius agreed to surrender, on condition that he submit only to the caliph. In 637 or 638, Caliph Umar traveled to Jerusalem in person to receive the submission of the city. The patriarch thus surrendered to him.
637
Batalha da Ponte de Ferro
A Batalha da Ponte de Ferro foi travada entre o exército muçulmano do Califado Ortodoxo e o exército bizantino em 637. A batalha tomou seu nome de uma ponte de pedra de nove arcos que atravessava o rio Orontes, que tinha portões aparados com ferro. Foi uma das últimas batalhas travadas entre os bizantinos e o Califado Ortodoxo na província da Síria. O rescaldo da batalha marcou a anexação quase completa da província ao Califado Ortodoxo com a queda de sua capital, Antioquia.
637
Siege of Aleppo (637)
The siege of Aleppo, the Byzantine stronghold and one of few remaining Byzantine castles in the northern Levant after the decisive Battle of Yarmouk, was laid between August and October 637.
637
Battle of Jalula
The Battle of Jalula was fought between the Sasanian Empire and the Rashidun Caliphate soon after the conquest of Ctesiphon by the latter.
637
Cerco de Ctesifonte (637)
O vitorioso Cerco de Ctesifonte pelo exército Ortodoxo durou por volta de dois meses, de janeiro até março de 637. Ctesifonte, localizada na margem oriental do Tigre, era uma das grandes cidades da Pérsia, a capital imperial dos Impérios Parta e Sassânida. Logo depois da conquista pelos muçulmanos, ruiu o jugo sassânida na região do Iraque.
637
Battle of Hazir
The Battle of Hazir or Ma'arakah al-Haadhir took place between the Byzantine army and the Rashidun army's elite cavalry, the Mobile guard. It took place in June 637, three miles east of Qinnasrin at Al-Hadher in present-day Syria.
638
Siege of Germanicia
The siege of Germanicia or Marash was led by Muslim forces of the Rashidun Caliphate during their campaigns in Anatolia in 638. The city surrendered without much bloodshed. The expedition is considered significant due to the fact that it marked the end of the military career of the Arab Muslim general Khalid ibn Walid, who was dismissed from the army a few months after his return from the expedition.
640
Batalha de Heliópolis (640)
A Batalha de Heliópolis ou Ayn Shams foi uma batalha decisiva em 640 entre os exércitos muçulmanos árabes e as forças do Império Bizantino pelo controle do Egito. Embora tenham ocorrido várias escaramuças importantes após esta batalha, ela efetivamente decidiu o destino do domínio bizantino no Egito e abriu as portas para a conquista muçulmana do Exarcado da África romano.
641
Cerco de Alexandria (641)
As forças do Califado Ortodoxo tomaram o importante porto mediterrâneo de Alexandria do Império Bizantino em meados do século VII d.C. Alexandria era a capital da província bizantina do Egito. Isso encerrou o controle marítimo e a dominância econômica bizantina no Mediterrâneo Oriental, deslocando ainda mais o poder geopolítico em favor do Califado Ortodoxo.
641 – 642
Siege of Shushtar
The siege of Shushtar was fought from 641 to 642 between the Sasanian Empire and the invading Arab Muslims of the Rashidun Caliphate. Shushtar was an ancient strong stronghold in Khuzestan, and was attacked by the Arabs under their commander Abu Musa Ashaari. Although the city managed to resist the Arabs, the Sasanians later faced desertion, which resulted in the Arabs capturing the city and capturing its commander, Hormuzan.
642
Batalha de Niavende
A Batalha de Niavende (Nihavend), Niavande (Nihavand), Neavande (Nehavand), Neavende (Neavend), Naavande (Nahavand) e Naavende (Nahavend) foi travada em 642 entre tropas árabes do Califado Ortodoxo e iranianas do Império Sassânida perto da cidade de Niavende, no contexto da conquista da Pérsia. Os iranianos foram fragorosamente derrotados e o xá Isdigerdes III (r. 632–651) fugiu para o Oriente.
646
Battle of Nikiou
The Battle of Nikiou took place between Arab Muslim troops under General Amr ibn al-A'as and the Byzantine Empire in Egypt in May of 646.
652
Segunda Batalha de Dongola
A Segunda Batalha de Dongola também conhecida como Cerco de Dongola foi uma disputa militar entre as forças árabes-egípcias do Califado Ortodoxo e as forças núbio-cristãs do reino de Macúria em 652. A batalha pôs fim a expansão islâmica na Núbia, estabelecendo um tratado e uma paz história entre o mundo muçulmano e uma nação cristã. Como resultado, Macúria foi capaz de se transformar em uma potência regional que dominaria a Núbia pelos próximos 500 anos.
655
Batalha dos Mastros
A Batalha dos Mastros ou Batalha de Fênix foi uma batalha naval crucial travada em 655 entre os árabes muçulmanos liderados por Abedalá ibne Sade e a frota do Império Bizantino sob o comando pessoal do imperador Constante II. Ela é considerada como "o primeiro conflito decisivo do islã nas profundezas".
674 – 678
Cerco de Constantinopla (674–678)
O cerco árabe de Constantinopla de 674–678, também conhecido como primeiro cerco árabe de Constantinopla, foi um dos principais conflitos das guerras bizantino-árabes e marcou o culminar da estratégia expansionista do primeiro califa omíada, Moáuia I, contra o Império Bizantino. Alguns historiadores recentes têm sérias dúvidas sobre a ocorrência de um verdadeiro cerco, pelo menos no sentido clássico do termo, sugerindo que o que ocorreu de facto foi uma série de campanhas árabes nos territórios bizantinos da Ásia Menor, algumas delas tendo chegado a Constantinopla.
682
Battle of Vescera
The Battle of Vescera was fought in 682 or 683 between the Romano-Berbers of King Kusaila and their Byzantine allies from the Exarchate of Africa against an Umayyad Arab army under Uqba ibn Nafi. Uqba ibn Nafi had led his men in an expedition across north Africa, eventually reaching the Atlantic Ocean and marching as far south as the Draa and Sous rivers. On his return, he was ambushed by the Berber-Byzantine coalition at Tehouda (Thabudeos) south Vescera, defeated, and killed.
698
Batalha de Cartago (698)
A Batalha de Cartago foi travada em 698 entre as forças expedicionárias bizantinas e os exércitos do Califado Omíada. Tendo perdido Cartago para os muçulmanos, o imperador bizantino Leôncio enviou a marinha sob o comando de João, o Patrício, e o drungário Tibério Apsímaro. Eles entraram no porto da cidade e o recapturaram juntamente com a cidade num avassalador ataque-surpresa. As forças árabes recuaram para Cairuão.
702
Batalha de Vardanacerta
A Batalha de Vardanacerta foi travada entre uma guarnição árabe de cinco mil soldados de Naquichevão liderada pelo general Abedalá e um exército liderado por nobres armênios descontentes em janeiro de 703. Ao serem atacados repentinamente por Simbácio VI, os sobreviventes fugiram ao rio Aras e se afogaram ou morreram congelados.
707 – 708
Cerco de Tiana
O Cerco de Tiana foi realizado pelo Califado Omíada em 707-708/708-709 em retaliação à pesada derrota omíada sob Maimum, o Mardaíta, nas mãos do Império Bizantino ca. 706. O exército árabe invadiu o território bizantino e liderou cerco à cidade no verão de 707 ou 708. De fato, virtualmente cada uma das extensas fontes paralelas gregas, árabes e siríacas tem uma data diferente. Tiana inicialmente resistiu o cerco com sucesso, e o exército árabe enfrentou grande dificuldade durante o inverno subsequente.
711
Batalha de Guadalete
A Batalha do Guadalete foi a primeira grande batalha da conquista muçulmana da Península Ibérica, travada em julho de 711 em um local não identificado no que é hoje o sul da Espanha entre os visigodos sob o comando de seu rei, Rodrigo, e as forças invasoras do Califado Omíada, compostas principalmente por berberes e alguns árabes sob o comando do comandante Tárique ibne Ziad. A batalha foi significativa como o ponto culminante de uma série de ataques omíadas e o início da al-Andalus. Rodrigo foi morto na batalha, junto com muitos membros da nobreza visigótica, abrindo caminho para a captura da capital visigótica de Toledo, Espanha.
717 – 718
Cerco de Constantinopla (717–718)
O segundo cerco árabe de Constantinopla foi uma ofensiva militar levada a cabo por forças terrestres e navais do Califado Omíada contra Constantinopla, a capital do Império Bizantino, entre julho de 717 e 15 de agosto de 718. A campanha marcou o culminar de vinte anos de ataques e ocupações progressivas das terras fronteiriças bizantinas por parte dos árabes, num período em que o poderio bizantino estava enfraquecido por prolongados tumultos internos. Em 716, depois de anos de preparação, as forças árabes comandadas pelo príncipe omíada Maslama ibne Abalmaleque invadiram a Ásia Menor. Inicialmente, os árabes esperavam tirar partido da guerra civil bizantina e aliaram-se ao general Leão III, o Isauro, que tinha-se rebelado contra o imperador Teodósio III (r. 715–717). Contudo, Leão enganou-os e assegurou o trono bizantino para ele próprio.
718
Batalha de Covadonga
A Batalha de Covadonga foi a primeira grande vitória das forças militares Cristãs na Hispânia a seguir à invasão árabe de 711. Uma década depois, provavelmente no verão de 722, a vitória de Covadonga assegurou a sobrevivência da soberania cristã no norte da Península Ibérica, e é considerada por muitos autores como o início da Reconquista. Sete anos depois da invasão árabe sobre a Hispânia, Pelágio das Astúrias, um nobre descendente dos monarcas visigodos, conseguiu expulsar um governador provincial, Munuza, do distrito das Astúrias, no noroeste da Península. Conseguiu segurar o território contra inúmeras investidas dos árabes para o recuperar e depressa estabeleceu o Reino das Astúrias que viria a transformar-se na região cristã de soberania contra a expansão islâmica. Pelágio, embora incapaz de conter os Muçulmanos em muitas situações, sobrevivia e dinamizava o movimento para a Reconquista.
721
Batalha de Tolosa (721)
A batalha de Tolosa foi uma batalha entre católicos e muçulmanos. Desenrola-se a 9 de junho de 721, com a vitória do ducado da Aquitânia sobre o Califado omíada. Essa vitória permite romper o cerco de Tolosa e, em consequência, as campanhas omíadas no Oeste europeu ficarão paradas durante mais de uma década.
727
Siege of Nicaea (727)
The siege of Nicaea of 727 was an unsuccessful attempt by the Umayyad Caliphate to capture the Byzantine city of Nicaea, the capital of the Opsician Theme. Ever since its failure to capture the Byzantine Empire's capital, Constantinople, in 717–718, the Caliphate had launched a series of raids into Byzantine Asia Minor. In 727, the Arab army, led by one of the Caliph's sons, penetrated deep into Asia Minor, sacked two Byzantine fortresses and in late July arrived before Nicaea. Despite constant attacks for 40 days, the city held firm and the Arabs withdrew and returned to the Caliphate. The successful repulsion of the attack was a major boost for Byzantine emperor Leo III the Isaurian's recently initiated campaign to abolish the veneration of icons in the Empire; Leo claimed it as evidence of divine favour for his policy. The siege of Nicaea marks also the high point of the Umayyad raids, as new threats and defeats on their far-flung frontiers decreased Umayyad strength elsewhere, while Byzantine power strengthened afterwards.
729
Batalha de Baicanda
A Batalha de Baicanda ou Baicande (Baykand) foi travada em 729 entre o Grão-Canato Turguexe e seus aliados soguedianos e os árabes do Califado Omíada em Baicanda, uma cidade perto de Bucara na Transoxiana. O exército árabe, sob o governador do Coração Axeras ibne Abedalá Açulami, fez campanha através do rio Oxo para suprimir uma rebelião em grande escala dos príncipes soguedianos que eclodiram no ano anterior e receberam o apoio turguexe. Quando o exército árabe avançou sobre Bucara, foi cercado pelos turguexes e sem água. Seguiu-se uma série de combates que quase terminaram em um desastre para os árabes como o "Dia da Sede" cinco anos antes, mas no final, por meio da coragem inspiradora de alguns líderes árabes e das ações da vanguarda sob Alharite ibne Suraije e Catã ibne Cutaiba, os árabes romperam as forças inimigas e alcançaram Bucara, onde sitiaram.
731
Battle of the Defile
The Battle of the Defile or Battle of the Pass was fought in the Takhtakaracha Pass between a large army of the Umayyad Caliphate and the Turkic Türgesh khaganate over three days in July 731 CE. The Türgesh had been besieging Samarkand, and Samarkand's commander, Sawra ibn al-Hurr al-Abani, had sent a request for relief to the newly appointed governor of Khurasan, Junayd ibn Abd al-Rahman al-Murri. Junayd's 28,000-strong army was attacked by the Türgesh in the pass, and although the Umayyad army managed to extricate itself and reach Samarkand, it suffered enormous casualties; Sawra's 12,000 men, who had been commanded to attack the Türgesh from the rear in a relief effort, were almost annihilated.
732
Batalha de Poitiers (732)
A Batalha de Poitiers, também conhecida como Batalha de Tours, travou-se entre o exército do Reino Franco, liderados por Carlos Martel — prefeito do palácio de Paris, da dinastia Carolíngia, governante de facto do reino — e os mouros, do exército do Alandalus, liderado por Algafequi, governante de Córdova sob domínio do Califado Omíada de Damasco, por volta de 10 de outubro de 732.
737
Battle of the River Berre
The Battle of the River Berre was fought in 737 between the Arab and Berber Muslim forces of Yusuf ibn Abd al-Rahman al-Fihri, Arab Umayyad Muslim governor of Septimania on behalf of al-Andalus, and the Frankish Christian army led by the Carolingian duke Charles Martel during the siege of Narbonne. The battle, which took place at the mouth of the River Berre, was a significant victory for Charles Martel in the military campaigns of 736–737. During this period, Martel effectively prevented greater Umayyad expansion beyond the Pyrenees.
737
Siege of Avignon (737)
The siege of Avignon was contested in 737. Frankish forces led by Charles Martel defeated the Umayyad garrison of Avignon and destroyed the stronghold.
737
Siege of Narbonne (737)
The siege of Narbonne was fought in 737 between the Arab and Berber Muslim forces of Yusuf ibn Abd al-Rahman al-Fihri, Arab Umayyad Muslim governor of Septimania on behalf of al-Andalus, and the Frankish Christian army led by the Carolingian duke Charles Martel.
740
Batalha de Acroino
A batalha de Acroino foi travada no ano de 740 entre o exército árabe do Califado Omíada e forças bizantinas, em Acroino na Frígia, região ocidental do planalto da Anatólia. Os árabes haviam anteriormente realizado incursões regulares na Anatólia e a expedição de 740 era a maior das últimas décadas, com três grupos invasores separados.
Antes e depois, por perto
- 610Muhammad's first revelation
- 622 – 750Expansão islâmicaEsta página
- 622A Hégira
- 624Batalha de Badre
- 625Batalha de Uude
Quem governou esta terra
Estados aos quais pertencia este local segundo os dados de fronteiras históricas (Cliopatria). Os anos são aproximados, conforme o intervalo dos dados (de alguns anos a um século). Toque para abrir o mapa daquele ano.
- 150 a.C. – 100 a.C.Reino Mineu
- 50 a.C. – 100HimyarEsta página
- 650Califado Rashidun
- 675 – 750Califado Omíada
- 775 – 950Califado Abássida
- 975 – 1160Califado Fatímida
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